A Adult Self-Report Scale (ASRS-18) é um questionário de auto-relato desenvolvido para triagem de sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em adultos. A sua construção foi baseada nos critérios do DSM-IV, sendo criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com pesquisadores do National Comorbidity Survey-Replication para adaptar os sintomas ao contexto da vida adulta.
População-alvo:
Adultos (≥18 anos), especialmente na faixa de 18–44 anos. Indicada para pessoas com suspeita clínica de TDAH, em contextos clínicos e de pesquisa.
Tempo estimado de aplicação:
ASRS-18: 5 a 10 minutos.
Contextos recomendados para uso:
Triagem clínica, apoio ao diagnóstico de TDAH, avaliação inicial em psicoterapia, estudos epidemiológicos.
Formato:
Versão completa (ASRS-18): 18 itens, com escala de frequência de 5 pontos (0 = nunca a 4 = muito frequentemente).
A ASRS-18 é dividida em duas subescalas principais:
Parte A - avalia os sintomas de desatenção (itens 1, 2, 3, 4 , 5, 6, 7, 8 e 9);
Parte 2 - avalia os sintomas de hiperatividade e impulsividade (itens 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18).
A pontuação total é obtida somando os pontos de cada item, variando de 0 a 72 pontos no total, sendo que pontuações mais altas indicam maior probabilidade de TDAH. Cada subescala avalia:
P1 (Desatenção): Itens que avaliam dificuldades em prestar atenção, esquecer compromissos, distração e dificuldade em concluir tarefas.
P2 (Hiperatividade/Impulsividade): Itens que avaliam inquietação, dificuldade para permanecer sentado, falar em excesso e comportamento impulsivo.
Importante: O estudo não apresenta pontos de corte validados para a população brasileira. Sugestões baseadas em dados norte-americanos devem ser utilizadas com cautela, sendo necessário considerar questões culturais importantes no momento da avaliação.
Fundamento no modelo categorial do DSM-IV para TDAH, com adaptação sintomática para adultos.
Justificativa baseada em estudos longitudinais que demonstram a persistência de sintomas do TDAH na vida adulta. A escala se alinha com o modelo médico-psiquiátrico, reconhecendo critérios de início precoce, pervasividade e impacto funcional.
A escala é usada como uma triagem inicial para identificar sinais sugestivos de TDAH, indicando a necessidade de uma avaliação mais detalhada e aprofundada pois requer confirmação de outros critérios (idade de início, comprometimento funcional, pervasividade dos sintomas e exclusão de outras causas). Além disso, há risco de superestimação ou subnotificação dos sintomas no autorrelato.
Embora a ASRS seja um instrumento de triagem, ela segue os pontos de corte definidos no DSM-IV para possíveis casos de TDAH: indivíduos são considerados como tendo um diagnóstico possível se apresentarem, no mínimo, seis sintomas de desatenção ou seis de hiperatividade/impulsividade, ou ambos.
Escores elevados na subescala de Desatenção podem indicar prejuízos em rotinas, organização e desempenho profissional.
Escores altos em Hiperatividade/Impulsividade podem orientar intervenções focadas na autorregulação emocional e controle comportamental.
A escala pode ser combinada com entrevistas diagnósticas (como MINI-Plus) e instrumentos de funcionalidade (como WHODAS 2.0), além de questionários sobre comorbidades (ex.: ansiedade, depressão).
Útil para embasar hipóteses clínicas sobre funcionamento executivo, desregulação comportamental e impacto funcional associado ao TDAH.
Pode orientar decisões sobre início de tratamento, foco terapêutico e ajustes em intervenções psicoeducacionais ou farmacológicas.
American Psychiatric Association - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV). 4.ed. Washington, DC, American Psychiatric Association, 1994.
Mattos, P., Segenreich, D., Saboya, E., Louzã, M., Dias, G., Romano, M. (2006). Adaptação transcultural para o português da escala Adult Self-Report Scale para avaliação do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade em adultos. Revista de Psiquiatria Clínica, 33(4), 188-194.
Por favor, responda cada uma das 18 perguntas avaliando a frequência com que os comportamentos descritos ocorreram nos últimos seis meses. As opções de resposta variam de "nunca" a "muito frequentemente".
É fundamental ser honesto(a) e preciso(a) ao responder, considerando o impacto dos sintomas na sua vida cotidiana, pois essas informações ajudarão o profissional a entender melhor suas desafios.
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